Em quarentena, vários estados tem aumento de violência doméstica

0

TJRJ informou aumento de 50% nas denúncias de violência doméstica e em SP houve aumento de 30% nas medidas protetivas de urgência.

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), as denúncias de casos de violência doméstica cresceram mais de 50% durante esse período de quarentena. Isso se deve, ao período em que muitas mulheres tem passado as 24h do dia com seus agressores no mesmo ambiente. Mas em São Paulo, além das denúncias, houve um aumento de medidas protetivas de urgência em 30%, de acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP).

Nesse período, a convivência sob o mesmo teto, pode acontecer diversos aborrecimentos, estresse e brigas, o que pode levar a agressão de muitas mulheres, conforme o crescimento da porcentagem informada pelo TJRJ. O que pode prender essas mulheres a seus agressores, é a necessidade de manter a casa, o amor pelos filhos e questões financeiras.

Segundo a advogada Kênia Scur, “seria necessário ser colocado a disposição, todos os serviços voltados a proteção dessas mulheres, fazendo ampla divulgação dos mecanismos de acesso, facilitado, a esses serviços, como por exemplo, atendimento por sites, telefones, Whatsapp e convênio com serviços essenciais e ativos durante a pandemia, como os de entrega por aplicativo, projetos de iniciativa privada voltados a causa, além de campanhas de envolvimento da sociedade como um todo”.

O aumento de denúncias, além de ter como motivo a quarentena, mostra também, que as mulheres estão se sentindo confiantes de realizar suas queixas. Mas, ainda existem muitas mulheres que estão vivendo nessa situação, e como forma de proteção, podem utilizar as muitas maneiras, seguras, sigilosas e discretas de realizar as reclamações.

“Existem vários aplicativos e sites que são ferramentas importantes nessa luta, por exemplo CLIQUE 180, PLP 2.0, AGENTTO, SOS MULHER”, conta a advogada.

Você mulher, não está sozinha. Se estiver passando por uma situação dessas, peça ajuda. Procure um vizinho de confiança, ou em oportunidade, vá até algum orgão, como: Delegacias da Mulher e comuns, a Casa da Mulher Brasileira e Centros de Acolhimentos. Não deixe de procurar o canal virtual, o projeto lançado pelo Tribunal da Justiça, chamado “Carta de Mulheres”: www.tjsp.jus.br/cartademulheres, terão campos que precisam ser preenchidos para melhor orientação de seu caso. Não se preocupe enquanto o sigilo, a empresa não encaminhará nenhum relato.

Mas, se você não tem como se desvencilhar do agressor de imediato, a advogada Kênia, deu conselhos, que podem ajudar, como: “nunca duvidar de ameaças, nunca dormir antes do agressor, cuidar que ele nunca veja o celular dela (para evitar que veja qualquer coisa que o alerte, uma conversa com amiga, um aplicativo de segurança, gravações, etc.), se possível, esconder eventuais armas que possam ser usadas pelo agressor, ter sempre um plano de escape/fuga/defesa para eventual momento de perigo.”

Muitas mulheres se perguntam, devo ligar para o 190 ou para o 180? É uma dúvida comum, mas que existe diferença de um número para outro. A advogada de família, Nathalia de Campos, para o perfil “Quebrando o Tabu”, explicou que o 190, é para situações que acontecem no momento, de urgência, com a possibilidade de prisão em flagrante. Quando for uma agressão que não está acontecendo no momento, mas que acontece, então ligar para o 180, a abordagem será diferente, nesses casos. O importante, é você, mulher, denunciar.

Fontes: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/04/13/casos-de-violencia-contra-mulher-aumentam-30percent-durante-a-quarentena-em-sp-diz-mp.ghtml

https://oglobo.globo.com/sociedade/coronavirus-servico/violencia-domestica-dispara-na-quarentena-como-reconhecer-proteger-denunciar-24405355

Colaboração: Jéssica Medeiros

Ester Lima
Latest posts by Ester Lima (see all)

RA: 318200627 - Campus Vila Maria | Jornalismo (Noturno) Responsável pelo site e podcast.

Leave A Reply